Limbo

Nada mais faz sentido. Até as chamas fazem questão de esvanecer. O que sou eu? Estou implorando por uma resposta. Planeta Terra é azul, não há nada a ser feito. Me atenho às pessoas, talvez os laços criados sejam a única coisa que seguram meus braços e não me deixam cair num poço niilista cujo fundo é o suicídio. Mas o dia a dia desgasta esses laços. Me sinto triste e só. Sou muito romântica, estou sempre à procura de alguém cujas dores se assemelhem às minhas e não acho ninguém disposto a dividi-las. Os dias passam. Sou sugada pelas tarefas da faculdade. Estou cada vez mais infeliz. O futuro me desanima e teimo em não perdoar o passado. O presente não parece um mar de oportunidades, mas sim, um limbo. Me sinto numa câmara escura, meus sentidos foram roubados. Não consigo me sentir. Não consigo diferenciar o Eu da Dor. Não consigo gritar por ajuda, acho que fui pega pela Síndrome de Estocolmo. Convido você a acabar com isso. Enfie uma faca em meu peito, atire em minha nuca. Desisto. Acho que seria demais para pedir a humanos. Continuo fazendo minhas tarefas, tentando fingir que elas têm algum sentido, até ter em minhas mãos um método mais efetivo de sair do limbo e ir para o inferno.

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